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O Ártico a "torrar" e a Europa a "tremer" de frio

por Mäyjo, em 28.02.18

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Enquanto a Europa treme de frio, o Polo Norte conhece um pico de calor com temperaturas 30 graus centígrados (ºC) acima da normal para a época, um fenómeno excecional que ocorre em contexto de aquecimento do Ártico.

O termómetro atingiu os 35ºC negativos em algumas regiões do centro da Federação Russa no domingo, 12ºC negativos na Polónia ou ainda 10ºC negativos no leste da França.

Nos últimos quatro dias, pelo menos 20 pessoas morreram na sequência da vaga de frio siberiano que se abateu sobre a Europa.

Durante este tempo, o Polo Norte, mergulhado na escuridão permanente da noite polar, registava temperaturas positivas graças a vagas de ar ameno.

Existe "uma situação de bloqueio anticiclónico no norte da Escandinávia (...) com uma subida de ar ameno da Islândia para o Polo Norte de um lado e o anticiclone do outro, descida de ar frio do Ural e da Rússia ocidental para a Europa ocidental", disse à agência AFP um meteorologista da Meteo-France, Etienne Kapikian.

Em resultado, "estima-se que ao nível do Polo Norte estão zero graus", indicou Kapikian, segundo estimativas feitas com modelização, porque não há estação meteorológica instalada no local.

Mais quente na Gronelândia do que em Bragança

Para ter uma medida mais precisa, é preciso ir ao extremo norte da Gronelândia, "onde se registaram 6,2ºC no domingo", acrescentou Kapikian. "É um valor excecional, cerca de 30ºC acima do que é normal para a época, mesmo 35ºC dada esta medida tão precisa", acentuou. É este um episódio excecional? Sim, mas nem tanto, respondem os cientistas.

"Temperaturas positivas no Polo Norte no inverno foram registadas quatro vezes entre 1980 e 2010 (...). Mas agora ocorreram em quatro dos últimos cinco invernos", disse à AFP o climatologista Robert Graham, do Instituto Polar Norueguês.

"Tivemos um inverno excecional no Ártico, o precedente também já tinha sido e não arriscamos muito se dissermos que o próximo também vai ser (...). É o aquecimento do Ártico", reforçou Etienne Kapikian.

 

Fonte: Sapo Lifestyle

 

 

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publicado às 09:56

O QUE ACONTECE AOS MIGRANTES AFRICANOS QUE NÃO CONSEGUEM CHEGAR À EUROPA?

por Mäyjo, em 27.05.17

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Durante dois anos, Mohamed Hossien Geeldoon tentou deixar a Somalilândia natal e viajar ilegalmente até à Europa. Então com 21 anos, Mohamed falhou várias vezes esta passagem intercontinental, para grande custo pessoal e financeiro da sua família, e regressou a casa para contar a sua história e convencer outros jovens a não repeti-la.

 

Segundo o Irin, Mohamed é o exemplo de que a viagem dos migrantes não começa no Mediterrâneo, mas bem antes – temporal e geograficamente. Até Julho, cerca de 160.000 migrantes chegaram à Europa vindos de África e Médio Oriente, mas muitos mais nem sequer conseguiram entrar nos barcos.

Vindo de uma região de 3,5 milhões de pessoas, com um desemprego entre os 60 e 70% e um estado não reconhecido internacionalmente – a Somalilândia – Mohamed tem agora 27 anos e tentar explicar aos seus concidadãos que a ideia obsessiva de chegar à Europa está e cegá-los. E a prejudicar esta região.

Segundo o comissário de imigração da Somalilândia, Maxamed Cali Yuusuf, cerca de 300 pessoas deixam a região, todos os meses, para tentar chegar à Europa. Antes, têm de passar pela Etiópia, Sudão e Líbia.

Ao tentar convencer os jovens a não seguirem os seus passos, Mohamed conta algumas das histórias que viu na primeira pessoa: desde um contrabandista que abandonou 32 pessoas no meio do deserto do Sahara, uma viagem infernal onde 15 pessoas do grupo morreram; ao contrabandista que bateu numa mulher grávida, na fronteira da Líbia, devido a incumprimento de pagamentos por parte da família; e ao homem que saltou para o oceano, num barco cheio de migrantes, porque julgou ter visto terra.

“Às vezes conto a minha história às pessoas, mas elas, ainda assim, vão”, explicou Mohamed ao Irin.

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publicado às 22:20

QUERCUS INSATISFEITA COM FALTA DE AMBIÇÃO DAS METAS EUROPEIAS

por Mäyjo, em 09.02.17

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A associação Quercus criticou a nova diretiva europeia sobre as metas de redução de poluentes atmosféricos. Segundo os ambientalistas a pouca ambição das autoridades europeias, envolve riscos para as populações.

 

Em comunicado a associação ambientalista Quercus reagiu à diretiva aprovada em dezembro passado pelo Conselho Europeu sobre as metas de redução de poluentes atmosféricos a nível nacional. Os ambientalistas consideram-na “pouco ambiciosa” e por isso de molde a pôr “a vida das populações em risco”.

A preocupação “com as metas de sustentabilidade europeias” é, segundo afirmam, “diminuta”, o que revela “incapacidade de dar uma verdadeira resposta aos problemas das populações”, sublinham no comunicado.

Na opinião da Quercus, a nova diretiva – que entrou em vigor no dia 31 de Dezembro – é “uma oportunidade perdida no sentido de serem dados passos firmes e efectivos no caminho de uma sociedade europeia e mundial que se pretende com elevados padrões de sustentabilidade, qualidade do ar e saúde pública”. Por este motivo a associação apela ao governo português para que seja mais ambicioso do que Bruxelas, aquando da transposição da diretiva europeia para o direito nacional.

Foto: via Creative Commons 

 

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publicado às 12:37

O jardim vertical da National Grid

por Mäyjo, em 07.02.17

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publicado às 12:32

ALPES E LAGOS: OS TESOUROS NATURAIS MAIS BEM ESCONDIDOS DA EUROPA

por Mäyjo, em 31.01.17

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Algumas belezas escondidas da Europa 

 

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publicado às 10:00

As regiões da Europa

por Mäyjo, em 24.11.16

Muitas vezes surge a questão: quantas regiões existem na Europa e quais os países que as constituem?

 

Não existe um consenso sobre a maneira de dividir a Europa em regiões – para alguns existem 4 regiões, para outros 5.

 

Alguns consideram os países das ilhas britânicas como sendo da Europa Ocidental, outros como sendo da Europa Setentrional (norte).

Em relação aos países mais a Leste, aí o acordo é ainda menor. Alguns dos países que até aos anos 90, do século passado, tinham relações próximas com a EX-URSS, ou estavam mesmo sob o seu domínio, surgem hoje ligados à Europa de Leste ou até à Europa Central ou mesmo Ocidental.

 

O mapa que se segue mostra uma das formas mais simples de dividir o continente e, também, mais ligada ao seu passado histórico.

 

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publicado às 10:34

As regiões da Europa segundo a ONU

por Mäyjo, em 23.11.16

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Divisão contemporânea da Europa por regiões de acordo com as Nações Unidas (a definição da ONU para a Europa Ocidental está marcada a azul claro):   

  • Europa setentrional   
  • Europa ocidental   
  • Leste Europeu   
  • Europa meridional

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publicado às 10:28

Será que vamos ter mais um país?

por Mäyjo, em 07.03.16

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in Metro 25/02/2015

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publicado às 17:44

Cidades europeias sob a perspetiva de um drone

por Mäyjo, em 19.12.15

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publicado às 12:18

A revolução do Naquichevão

por Mäyjo, em 11.12.15

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NAQUICHEVÃO: O SEGUNDO RENASCIMENTO DA REGIÃO ONDE NOÉ SE INSTALOU DEPOIS DO DILÚVIO

Já ouviu falar do Naquichevão – ou Naquichevan? Provavelmente não, como nós, mas a história desta república autónoma do Azerbaijão, com quem nem sequer faz fronteira, é pautada por violência, lutas territoriais e, mais recentemente, ações ambientais que nos deveriam corar de vergonha por não fazermos mais pelas nossas próprias florestas.

Mas já lá vamos.

O Naquichevão é um enclave do Arzebaijão entre a Arménia – norte e leste – o Irão – sul e oeste – e a Turquia, com quem tem uma pequena fronteira de apenas nove quilómetros, no rio Arax. Para complicar ainda mais a sua já de si complexa situação geográfica, o fim da União Soviética levou-o para fronteiras hostis – a Arménia, com quem o Azerbaijão mantém um conflito por causa de Nagorno-Karabakh; e o Irão.

É no final dos anos 80 que começa esta história. Com o fim do poder soviético e a guerra entre Arménia e Azerbaijão a sabotar as linhas férreas, o Naquichevão ficou cortado do resto do mundo. O acesso a bens essenciais, como combustível, tornou-se praticamente impossível. Sem gás ou carvão para sobreviver aos duros Invernos, a alternativa foi cortar as florestas, já de si degradadas devido ao desenvolvimento agrícola dos anos 60 e 70.

A destruição das florestas originou, por sua vez, constantes inundações e erosão do solo. Alguns anos depois, em vez de esperar por ajuda internacional, os governos locais, proactivamente, desenvolveram um programa de reflorestação. Todos os domingos, cidadãos juntavam-se para plantar novas árvores.

Hoje, com as linhas férreas restabelecidas através da Turquia, as árvores crescem saudavelmente em toda a região. “Os cidadãos querem o regresso das suas velhas florestas”, explica o Good.

O programa de reflorestação do Naquichevão não é o único no mundo – há dezenas de Governos e ONG que apoiam projectos idênticos no Belize, Butão, Cambodja, Moçambique, Haiti, Laos ou Madagáscar, só para darmos alguns exemplos, mas este é o único – ou dos únicos – desenvolvido proactivamente pela população, numa situação geográfica muito complexa.

Nestas alturas, a consciência ambiental costuma ser a última coisa na cabeça das pessoas. Não foi este o caso, porém. “Depois de falar com os naquichevaneses é fácil perceber por que razão esta missão é tão importante para eles. É bom, depois de tanta privação, ver algo verde outra vez. E provar novamente que eles não se vão abaixo facilmente”, explica o agregador.

As árvores representam o renascimento, e é isso que os cidadãos desta região querem hoje. Ou não fosse no Nacquichevão que, segundo uma das lendas, Noé se instalou depois da tempestade.

 

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publicado às 11:39


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